segunda-feira, 31 de março de 2008
Estilo e autoria
Parte das escolhas estilísticas de um texto corresponde à necessidade do autor dar uma feição sua, singular, para o texto. Esse estilo que podemos reconhecer em autores como João Cabral, Graciliano Ramos e tantos outros, não aparece no texto de repente, mas é construído durante os primeiros escritos do escritor. Ou seja, ele desenvolve um estilo próprio de escrever determinado(s) gênero(s) textual(is) porque exercita muito essa escrita e acaba encontrando o modo como mais lhe agrada escrever, criando, assim, sua identidade de autor.
Questão de estilo
A escolha dos recursos lingüísticos e do gênero do discurso a serem utilizados na produção de um texto é determinada primeiramente pela demanda que originou a atividade de escrita e pelo tema a ser tratado (contexto de produção). Nessa fase inicial da composição se definem algumas particularidades de estilo e de composição do texto.
Numa segunda fase, o que vem determinar a composição e o estilo, é a necessidade de expressividade do locutor ante o objeto de seu enunciado (relação subjetiva do autor com o texto em construção). A importância e a intensidade dessa fase expressiva variam de acordo com as esferas da comunicação verbal, mas existe em toda parte: um enunciado absolutamente neutro é impossível.
O estilo de um texto é assim determinado tanto pelas circunstâncias que deram origem ao texto (o contexto de produção) e o gênero textual, como pela necessidade expressiva do autor de dar um "formato" pessoal ao que escreve.
Numa segunda fase, o que vem determinar a composição e o estilo, é a necessidade de expressividade do locutor ante o objeto de seu enunciado (relação subjetiva do autor com o texto em construção). A importância e a intensidade dessa fase expressiva variam de acordo com as esferas da comunicação verbal, mas existe em toda parte: um enunciado absolutamente neutro é impossível.
O estilo de um texto é assim determinado tanto pelas circunstâncias que deram origem ao texto (o contexto de produção) e o gênero textual, como pela necessidade expressiva do autor de dar um "formato" pessoal ao que escreve.
Escrever para aprender
A produção de um texto envolve inúmeras operações cognitivas. Durante a tarefa de escrita, a todo instante, o escritor pára, relê o já escrito, corrige (troca de lugar as seqüências, muda estruturas frasais etc.), retoma o texto adiante e prossegue na sua construção. Esses procedimentos se sucedem até que o texto assuma a feição projetada para ele.
Essa tarefa de escrever e polir conforme o texto progride é complexa, requer experiência do autor para não se perder entre tantas idas e vindas e manter a estrutura planejada para o texto. A “experiência”, portanto, implica “aprendizagem”.
Saber manejar estruturas textuais – uso de parágrafos, de pontuação, das seqüências textuais diversas (narrativas, descritivas, argumentativas, etc.) – não é, entretanto, a única aprendizagem que se realiza com o exercício da escrita.
Essa tarefa de escrever e polir conforme o texto progride é complexa, requer experiência do autor para não se perder entre tantas idas e vindas e manter a estrutura planejada para o texto. A “experiência”, portanto, implica “aprendizagem”.
Saber manejar estruturas textuais – uso de parágrafos, de pontuação, das seqüências textuais diversas (narrativas, descritivas, argumentativas, etc.) – não é, entretanto, a única aprendizagem que se realiza com o exercício da escrita.